ULTRASSONOGRAFIA DE NERVOS PERIFÉRICOS: EXAME DETALHADO PARA O DIAGNÓSTICO DE NEUROPATIAS E COMPRESSÕES NERVOSAS

ultrassonografia de nervos periféricos é um exame de imagem altamente especializado que permite avaliar em tempo real os nervos responsáveis pela sensibilidade e movimentação dos membros.

Trata‑se de um método não invasivo, indolor e sem radiação, indicado para investigar compressões, traumas e inflamações dos nervos em diferentes partes do corpo.

Dra. Larissa, médica radiologista, explica que a ultrassonografia de nervos periféricos oferece informações anatômicas e funcionais detalhadas, sendo essencial no diagnóstico de neuropatias e no acompanhamento de síndromes compressivas, como a popular síndrome do túnel do carpo.

O QUE É A ULTRASSONOGRAFIA DE NERVOS PERIFÉRICOS

ultrassonografia de nervos periféricos utiliza ondas de som de alta frequência para gerar imagens das estruturas nervosas superficiais, permitindo observar o trajeto, a espessura, a textura e o padrão do nervo.

Diferente de outros exames, esse método permite estudar os nervos em movimento, o que auxilia na identificação de compressões dinâmicas ou lesões parciais.

Por meio dessa tecnologia, a Dra. Larissa consegue distinguir nervos normais de nervos alterados por trauma, inflamação, fibrose, compressão por músculos, tendões ou massas adjacentes.

QUAIS NERVOS PODEM SER AVALIADOS

Com a ultrassonografia de nervos periféricos, é possível analisar praticamente todos os nervos superficiais do corpo.

Entre os principais estudados estão:

  • Nervo mediano: envolvido na síndrome do túnel do carpo, no punho;
  • Nervo ulnar: relacionado a compressões no cotovelo ou antebraço;
  • Nervo radial: avaliado em casos de dor ou formigamento no braço;
  • Nervo ciático e tibial: análise em quadros de dor irradiada para perna e pé;
  • Nervo fibular (ou peroneal): investigação de fraqueza ou dormência no tornozelo e dorso do pé;
  • Nervos cutâneos e sensoriais superficiais: quando há alterações de sensibilidade ou dor localizada;
  • Nervo axilar e supraescapular: associados à dor no ombro e fraqueza muscular.

O o exame é fundamental não só no diagnóstico, mas também para monitorar a evolução de neuropatias após cirurgias ortopédicas, traumas e tratamentos fisioterapêuticos.

QUANDO O EXAME É INDICADO

ultrassonografia de nervos periféricos é indicada sempre que há suspeita de lesão, compressão ou inflamação neural.

As principais situações incluem:

  • Dormência, formigamento ou perda de sensibilidade em mãos, braços, pernas ou pés;
  • Dor irradiada ou localizada, sem causa muscular aparente;
  • Fraqueza muscular progressiva ou localizada;
  • Avaliação de síndromes compressivas, como túnel do carpo, cubital ou fibular;
  • Suspeita de neuropatia periférica (diabética, traumática ou inflamatória);
  • Monitoramento pós‑operatório ou após lesões nervosas;
  • Avaliação de tumores de bainha nervosa, como schwannomas e neurofibromas.

Segundo a Dra. Larissa, a ultrassonografia é particularmente útil em casos de comprometimento motor e sensitivo, pois ajuda a correlacionar sintomas clínicos com achados anatômicos de forma direta e imediata.

COMO É REALIZADA A ULTRASSONOGRAFIA DE NERVOS PERIFÉRICOS

O exame é rápido, não invasivo e sem necessidade de preparo.

Durante o procedimento, a Dra. Larissa aplica um gel condutor sobre a pele e posiciona o transdutor do ultrassom sobre o trajeto do nervo a ser estudado.

O aparelho emite e capta ondas sonoras, gerando imagens que mostram o nervo em diferentes cortes e profundidades.

A radiologista pode pedir ao paciente pequenos movimentos, como flexão ou extensão articular, para avaliar compressões intermitentes ou deslocamentos anormais dos nervos.

Dura cerca de 20 a 30 minutos e fornece resultados imediatos, o que facilita o diagnóstico e o início do tratamento.

O QUE A ULTRASSONOGRAFIA DE NERVOS PERIFÉRICOS PODE DETECTAR

  • Síndrome do túnel do carpo e compressões ulnar ou fibular;
  • Inflamações (neurites) e neuropatias periféricas;
  • Traumas e seccionamentos nervosos;
  • Alterações pós‑cirúrgicas e regeneração nervosa;
  • Lesões ocupacionais por esforço repetitivo;
  • Formações anormais próximas ao nervo (como cistos, massas ou aderências);
  • Espessamento ou edema nervoso;
  • Rupturas parciais e acometimentos por tração.

Quando associada a exames clínicos e de condução elétrica (eletroneuromiografia), este exame de ultrassonografia complementa o diagnóstico com informações anatômicas precisas e auxilia diretamente na definição da conduta terapêutica.

BENEFÍCIOS DO EXAME

  • Método seguro, indolor e sem radiação;
  • Permite avaliação dinâmica dos nervos durante o movimento;
  • Alta resolução de imagem mesmo em estruturas pequenas;
  • Ideal para diagnóstico precoce de síndromes compressivas;
  • Rápido e acessível, com resultados imediatos;
  • Pode guiar punções, infiltrações e bloqueios anestésicos com total precisão.

A ultrassonografia de nervos periféricos é hoje uma das ferramentas mais completas para avaliar o sistema nervoso periférico de forma funcional e anatômica, oferecendo aos pacientes diagnósticos rápidos e tratamentos mais direcionados.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

ultrassonografia de nervos periféricos revolucionou o diagnóstico por imagem das neuropatias.

Ela permite identificar compressões e alterações estruturais com riqueza de detalhes, de maneira totalmente segura.

Dra. Larissa destaca que esse exame tem se tornado cada vez mais importante no apoio à ortopedia, neurologia e fisiatria, ajudando a traçar estratégias de tratamento individualizadas e favorecendo o processo de reabilitação.

Foto de Dra. Larissa Ramos

Dra. Larissa Ramos

CRM 608000 | RQE 20694

Agendar Exame
Foto de Dra. Larissa Ramos

Dra. Larissa Ramos

CRM 608000 | RQE 20694

Agendar Exame